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Bicheiro, delegada 'pop', reú por execução de Marielle: quem são os alvos da Operação Calígula

Grupo seria comandado pelo contraventor Rogério de Andrade. Marcos Cipriano foi preso na manhã desta terça-feira (10). Quase R$ 2 milhões foram apreendidos na casa de Adriana Belém.

Operação Calígula: saiba quem são os alvos do MPRJ


O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (10) a Operação Calígula, contra a rede de jogos de azar explorada pelo bicheiro Rogério de Andrade e pelo PM reformado Ronnie Lessa. Outros alvos da ação são os delegados Marcos Cipriano, que foi preso, e a delegada Adriana Belém, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão.


Veja quem são alguns dos denunciados.


Rogério de Andrade

Rogério de Andrade


Rogério de Andrade é apontado como o líder da organização criminosa. Segundo a denúncia do MPRJ, o contraventor lidera a organização armada com o objetivo de obter vantagens de qualquer natureza, mas especialmente por meio da exploração de jogos de azar.


De acordo com os investigadores, o grupo liderado por ele estaria envolvido em crimes de corrupção ativa, extorsão, lesão corporal de natureza grave, homicídio, lavagem de dinheiro, entre outros.


A defesa de Rogério de Andrade afirmou que a operação não demonstrou a necessidade de prisão cautelar de Rogério, além de se mostrar uma afronta ao Supremo Tribunal Federal , que acaba de conceder o trancamento de uma ação penal contra ele.


Rogério Andrade é sobrinho de outro contraventor, Castor de Andrade, que morreu em 1997. Desde a morte do tio, Rogério disputa o espólio da família.


Entre os episódios que marcaram a disputa está um atentado em 2010. O carro em que ele e o filho Diogo, de 17 anos, estavam na Avenida das Américas, uma das mais movimentadas da Barra da Tijuca, teria sido atacado por um motoqueiro, segundo testemunhas. O homem teria atirado granadas, atingindo ainda um outro veículo.


Rogério foi internado e passou por uma cirurgia. Diogo morreu na hora. O atentado teria sido causado por disputas por pontos de máquinas caça-níqueis.

Rogério Andrade é patrono da Mocidade, e é apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, genro e também herdeiro do contraventor Castor de Andrade, com quem disputava pontos de jogo ilegal. Iggnácio foi executado em novembro de 2020 no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.


Depois de voltar de Angra dos Reis, na Costa Verde, de helicóptero, Iggnácio foi atingido por vários tiros na cabeça em uma emboscada, no momento em que caminhava em direção ao carro.


Em fevereiro deste ano, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu encerrar a ação penal contra Rogério.


Gustavo de Andrade

Gustavo de Andrade, filho de Rogério, apontado como o segundo na hierarquia do grupo. De acordo com as investigações, ele era identificado pelos apelidos de "02", "filho" ou "príncipe regente" pelos comparsas.


Rogério e Gustavo tiveram pedidos de prisão aceitos pela Justiça.


De acordo com as investigações, as ações de exploração de jogos de azar seriam acobertadas por policiais.


Ronnie Lessa

Ronnie Lessa


As ações do grupo de Rogério de Andrade aconteceriam com o apoio de outro grupo, do qual faz parte Ronnie Lessa. Ele é réu pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.


Segundo as investigações da força-tarefa do MPRJ, Rogério e Ronnie abriram casas de apostas e bingos em diversos estados pelo menos desde 2018.


O MPRJ afirma que a relação entre Rogério Andrade e Ronnie Lessa é antiga, tendo elementos de sua relação pelo menos desde 2009. Ronnie, indicado como um dos seguranças de Rogério, perdeu uma perna em um atentado a bomba contra o contraventor.


Rogério e Ronnie estariam associados na abertura de uma casa de apostas na localidade conhecida como Quebra-Mar, na Barra da Tijuca. O bingo financiado por Rogério, e administrado por Ronnie, Gustavo de Andrade e outros comparsas, foi fechado pela PMERJ no dia de sua inauguração. Em seguida, após ajustes de corrupção com policiais civis e militares, a mesma casa foi reaberta, e as máquinas apreendidas foram liberadas.


A defesa de Ronnie Lessa afirmou que soube da operação pela imprensa e que ainda vai se inteirar sobre as acusações.


Marcos Cipriano

Marcos Cipriano


Marcos Cipriano, outro alvo preso nesta terça, é delegado há mais de 20 anos e já ocupou o comando de várias delegacias. Desde o ano passado, é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por uma ligação telefônica com Ronnie Lessa, apontado como o assassino da vereadora Marielle Franco. Ele foi preso nesta terça.


Na época, Cipriano negou as acusações e disse que já prestou esclarecimentos sobre o caso. Ele acrescentou que a ligação aconteceu antes de Lessa ser acusado pelo homicídio de Marielle.


Em setembro do ano passado, Cipriano teve a indicação aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como conselheiro para a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa).


A Agenersa afirmou que não comentará a decisão judicial que culminou na prisão do conselheiro, uma vez que se tratam de fatos que não estão relacionados às atividades da agência e que ocorreram no período anterior à nomeação.


Uma ação na Justiça chegou a pedir a anulação da nomeação por falta de conhecimento técnico para a função.


Segundo o MPRJ, Cipriano teria intermediado um encontro entre Ronnie Lessa e a também delegada Adriana Belém e o inspetor de polícia Jorge Luiz Camilo Alves, culminando em acordo que viabilizou a retirada em caminhões de quase 80 máquinas caça-níquel apreendidas em casa de apostas da organização criminosa, tendo o pagamento da propina sido providenciado por Rogério de Andrade.


Adriana Belém

Adriana Belém


A delegada Adriana Belém, que foi levada para a Corregedoria da Polícia Civil para prestar esclarecimentos, entregou o cargo de titular da 16ªDP (Barra da Tijuca) em janeiro de 2020, após a prisão de dois agentes que trabalhavam com ela serem detidos na Operação Intocáveis II. Eles foram citados como tendo envolvimento com milicianos de Rio das Pedras. Um deles era Jorge Luiz , que teria estado com ela na reunião com Ronnie Lessa.


Durante a Operação Calígula, agentes do MPRJ apreenderam quase R$ 2 milhões na casa da delegada.




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